Uma coisa tem que ficar clara: conhecimento não é mercadoria. Universidade não é negócio. Aluno não é cliente. Professor não é funcionário de aluno.
O que me assusta, mesmo não sendo tão velho assim, é como as pessoas, especialmente os alunos encaram a universidade atualmente. Na minha época [nostalgia hipócrita], não era assim.
Não defendo que se volte àquela situação que professores eram deuses, que não se podia dirigir a palavra a eles ou que existia castigo corporal [Se bem que a volta do castigo corporal...]. Mas também, vejo situações hoje que são um verdadeiro absurdo.
Talvez isso seja reflexo da falta de educação generalizada que perpetua nos quatro cantos da terra. Talvez seja a volta do paradigma da selvageria, da falta de cordialidade. A relação professor/aluno se tornou uma relação de adversários cujo primeiro é visto como um impedimento ao atingimento dos objetivos do segundo. Prevalesce a lei do mínimo esforço.
Um não quer mais aprender o outro mal mal quer ensinar.
Os alunos correm para as universidades e querem sair rápido com seu papel debaixo do braço. Educação Drive-Thru. Pois é, o seu conhecimento vai ser tão insosso quanto um sanduíche deste tipo. O aluno finge que aprende e o professor finge que ensina. Está tudo errado.
Depois as pessoas se perguntam porque o nosso país é violento, racista e corrupto. Ah, não é??? Precisou a ONU nos contar isso.
Humpf...